Conecta — Gestão Imobiliária
Mercado imobiliário

Imóvel está perdendo espaço como investimento. Mas essa não é a pergunta mais importante.

07 de setembro de 20262 min de leitura
Imóvel residencial representando a análise de patrimônio imobiliário e rentabilidade

Um dado divulgado nesta semana me chamou a atenção.

Entre os brasileiros que pretendem comprar um imóvel nos próximos seis meses, a parcela que aponta o investimento como principal motivação caiu de 30% para 22%. Ao mesmo tempo, a compra para moradia passou de 70% para 78%, segundo levantamento citado pela Exame.

É um movimento interessante. Mas, para quem já possui imóveis, talvez essa nem seja a pergunta mais importante.

Os imóveis que já fazem parte do seu patrimônio continuam sendo bons investimentos hoje?

Essa análise parece óbvia, mas nem sempre é feita. Muitas vezes um imóvel permanece durante anos no patrimônio porque foi uma boa compra, porque valorizou ou simplesmente porque sempre esteve ali.

Só que patrimônio também precisa ser reavaliado.

Imagine um imóvel que hoje vale R$ 3 milhões e gera R$ 10 mil mensais de aluguel. À primeira vista, são R$ 120 mil por ano. Mas essa conta ainda não responde quanto o ativo efetivamente rende.

É preciso considerar vacância, manutenção, impostos, seguros, administração, reformas, custos extraordinários e períodos de transição entre locatários. Depois disso, vale comparar o retorno líquido com o valor de mercado atual do imóvel — e não apenas com quanto foi pago por ele anos atrás.

É aqui que existe uma diferença importante entre administrar imóveis e gerir patrimônio.

Administrar é garantir que contratos, cobranças, reajustes, manutenção e ocupação funcionem. Gestão patrimonial acrescenta outra camada: entender se aquele ativo continua cumprindo bem o papel que deveria cumprir dentro do patrimônio.

Isso não significa que um imóvel de menor rentabilidade deva necessariamente ser vendido. Valorização esperada, qualidade do locatário, localização, risco, liquidez, diversificação e objetivos familiares também entram na decisão.

O próprio levantamento traz outro dado interessante: entre os entrevistados de maior renda, 44% possuem um imóvel disponível para locação. Ou seja, existe um grupo relevante de proprietários para quem essa discussão não é teórica. Ela está dentro do patrimônio.

LEITURA DA CONECTA

Imóvel não deve ser tratado como um bom investimento simplesmente por ser imóvel.

De tempos em tempos, vale refazer a conta olhando valor de mercado, renda líquida, custos, risco e alternativas disponíveis.

E talvez a pergunta mais útil seja bastante simples:

Este imóvel ainda é um bom investimento para mim?

Fonte de referência: Exame, com dados de levantamento citado na reportagem publicada em 4 de setembro de 2026.

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